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Durante o 38° Encontro Nacional, que aconteceu em Campo Grande /MS, entre os dias 6 e 9 de setembro, o Conjunto CFESS/CRESS se posicionou publicamente em favor da descriminalização do aborto no Brasil.
A Mesa Redonda O Trabalho do/a assistente social e a Questão do Aborto, do dia 7 de setembro, reuniu a assistente social Francisca Chaves (CISAM/PE), Verônica Ferreira, feminista e integrante do SOS Corpo e o deputado estadual Pedro Kemp (MS).
Dados apresentados durante a Mesa Redonda apontam que cerca de 11 mil mulheres morrem por ano por complicações do aborto inseguro. Esta já é a 4ª causa de morte materna no Brasil (1ª em Salvador) e o 2° procedimento obstétrico mais realizado. Além disso, 250 mil internações para tratamento das complicações do abortamento são registradas pelo SUS todos os anos.
Discriminação no atendimento público
A expectativa em relação ao posicionamento que o Conjunto CFESS/CRESS tomaria sobre o aborto mobilizou a imprensa em torno do Encontro Nacional em Campo Grande. Em entrevistas, a presidente do CFESS Ivanete Boschetti teve o cuidado de não antecipar nenhuma decisão, mas, junto com a Conselheira Marylucia Mesquita, da Comissão de Ética e Direitos Humanos/CFESS, denunciou que as mulheres que praticam o aborto são criminalizadas e correm risco de morrer ou ter complicações graves.
Na Plenária Final do 38° Encontro Nacional, assistentes sociais, CFESS e CRESS defenderam a descriminalização do aborto e o aprofundamento do debate sobre a legalização.
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