25 de Julho Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha – 2018 

 

25 de Julho Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha – 2018

Eu, mulher negra (re) existo!
Mulheres negras (re) existem.
Debater feminismo em uma sociedade machista e patriarcal é extremamente necessário. Quando tratamos de vidas que além de serem atravessadas pelo machismo, ainda são transpassadas pelo racismo, verificamos a importância e a necessidade de discutirmos o feminismo negro, de entendermos que o impacto do racismo na vida das mulheres negras é devastador e trazem suas especificidades de gênero.
A compreensão desses fatos, em 1992, há 26 anos, um coletivo de mulheres negras organizou o primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana, que dentre outras decisões, estabeleceu o dia 25 de julho como o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha. Ainda, nesse mesmo ano, essa data foi reconhecida pela ONU.
No Brasil, desde 2014, a oficialização do dia 25 de julho, como o dia de Tereza de Benguela – líder quilombola, símbolo da resistência Negra no Brasil colonial – representa uma conquista da histórica luta das Mulheres Negras. Mais do que isso, nesta data afirmamos que nós Mulheres Negras da América Latina e do Caribe estamos juntas e firmes no enfrentamento ao racismo.
A atual conjuntura, cada dia mais tem imposto a nós, mulheres negras, o imperativo da resistência. No entanto, NÓS queremos mais! Para além de resistir, nós mulheres negras queremos o direito de EXISTIR de modo pleno: sem a hipersexulização de nossos corpos, sem sermos as maiores vítimas de violência doméstica, obstétrica e mortalidade materna, sem sermos a minoria em postos de trabalhos qualificados e a maioria com menores salários, sem sermos os maiores índices feminicídio, sem sermos cotidianamente atravessadas pelo genocídio de nosso povo – fisicamente; intelectualmente; culturalmente; religiosamente; esteticamente etc.
Nesse dia 25, reafirmamos a resistência, mas também a importância do reconhecimento do potencial político das mulheres negras, e exigimos respostas: Quem matou Marielle Franco? A quem interessava a morte de Marielle Franco? Já se vão 134 dias sem respostas, é inadmissível e que mais um corpo preto tenha sido tombado e que não tenhamos nenhuma resposta.

CRESS/RJ
Gestão “Não Temos Tempo de Temer” (2017-2020).

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