Debates e atividades culturais marcam o dia da consciência negra pelo Rio

O Brasil foi um dos últimos países do mundo a abolir a escravidão, em 13 de maio de 1888, superado apenas por países africanos como Zanzibar, Etiópia e Mauritânia, e pela Arábia Saudita, na Ásia. No entanto, o decreto assinado pela Princesa Isabel não colocou negros e brancos em condições de igualdade.

Na região metropolitana do Rio de Janeiro, por exemplo, enquanto a renda mensal do homem branco é de R$ 3,4 mil, a do homem negro é de R$ 1,8 mil, o que representa uma diferença de 85,3%. Seguindo a comparação, as mulheres brancas ganham em média R$ 2,5 mil e as mulheres negras ganham R$ 1,4 mil, uma diferença de 56%. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pelo Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e das Relações Raciais, da UFRJ, tomando como base os dados do IBGE no mês de outubro de 2014.

Zumbi

O dia da consciência negra é celebrado no dia 20 de novembro em todo o país. A data faz referência à morte do líder Zumbi dos Palmares, assassinado neste mesmo dia no ano de 1695. Para as entidades do movimento negro, esse é o dia que deve ser lembrado. “13 de maio [dia da abolição da escravatura] não é celebrado por nós, porque é uma data que lembra que o Brasil demorou muito a reconhecer os direitos do povo negro. 20 de novembro é o dia em que celebramos nosso rei maior, Zumbi dos Palmares”, conta Luiz Sacopã, integrante do Quilombo Sacopã, localizado na zona sul do Rio.

Em diferentes pontos do Rio, movimentos populares estão realizando um conjunto de atividades para marcar a data. O Brasil de Fato fez uma lista com algumas sugestões. http://brasildefato.com.br/node/33492